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Plantio de 4.500 mudas de mais de 60 espécies no Dia de Proteção às Florestas

Com a parceria de 15 projetos ambientais, vamos plantar, neste dia 17/07, cerca de 4.500 mudas em várias regiões do país nos biomas Mata Atlântica, Amazônia e Caatinga. Na ação simbólica, feita em celebração ao Dia de Proteção às Florestas, está previsto o plantio de mais de 60 espécies, algumas em extinção. A iniciativa faz parte de uma ação coletiva de projetos patrocinados por meio do Programa Petrobras Socioambiental.

Envolvendo crianças, jovens, comunidades tradicionais e povos indígenas, a ação reforça a importância da conservação das florestas para a manutenção da vida no planeta. “Nossos projetos têm a vertente da educação ambiental muito presentes nas atividades, e acreditamos que, por meio dessas ações, estamos preparando um futuro melhor para todos nós”, afirma a gerente executiva de Responsabilidade Social, Beatriz Espinosa. Ela destaca ainda o resultado das ações de restauração e conservação de florestas ao longo de dois anos de duração dos projetos. “Juntos, os 15 projetos de Florestas e Clima plantarão um total de 1 milhão de mudas com recuperação de mais de 600 hectares”, comemora.

As mais de 60 espécies são importantes por diversas funções. Algumas para alimentação ou, ainda, para preservação do solo e equilíbrio climático. Ipê, Cerejeira, Castanheira, Cedro, Mogno, Pau-Brasil, Jatobá e Jacarandá da Bahia são algumas das variedades. O plantio foi adaptado pelos projetos de acordo com a estação climática de cada localidade, já que julho é a estação seca na Amazônia, mas é adequada para o plantio no Sudeste e no Sul.

Programa Petrobras Socioambiental – Florestas e Clima

Uma das linhas de atuação do Programa Petrobras Socioambiental, Florestas e Clima apoia iniciativas de conservação, recuperação e uso sustentável de formações vegetais dos biomas, valorizando os conhecimentos tradicionais associados. Incluem-se, ainda, ações de recuperação e/ou manutenção em fragmentos florestais de áreas urbanas. Os projetos devem prever, entre suas ações, sempre que aplicável, a quantificação do carbono fixado, estocado e/ou das emissões evitadas, com metodologias reconhecidas.

Saiba quem são os projetos patrocinados por nós que participaram da ação do Dia de Proteção às Florestas e conheça um pouco mais sobre alguns deles:

Agroflorestar (SP/PR); Amazonas Sustentável (AM); Ar, Água e Terra (RS); CO2 Manguezal (BA); De Olho na Água (CE); Guapiaçu Grande Vida (GGV) (RJ); No Clima da Caatinga (CE); Pacto das Águas (MT); Poço de Carbono Juruena (MT); Semeando Água (SP); Semeando Sustentabilidade (RO); Verde Novo (SP); Viveiro Cidadão (RO); Uçá (RJ) e Uruçu Capixaba (ES).

Projetos do bioma Mata Atlântica

Em Minas Gerais e São Paulo – O Projeto Verde Novo tem como objetivo contribuir para a restauração e conservação da Mata Atlântica das bacias hidrográficas dos rios do Peixe e Camanducaia, localizadas entre o sul de Minas Gerais e leste do estado de São Paulo, abrangendo 19 municípios. Com o apoio aos proprietários de terra da região, mais de 260 hectares estão sendo restaurados por meio do plantio de 400 mil mudas. Através das ações de políticas públicas e educação ambiental, o Verde Novo busca sensibilizar tanto os produtores rurais quantos estudantes moradores da região sobre a importância da conservação e restauração da Mata Atlântica.

Na Bahia – O Projeto CO2 Manguezal promove o reflorestamento de áreas de Mata Atlântica e Bosques de Mangue nas Baías de Todos os Santos e do Iguape na área de influência da Refinaria Landulpho Alves (RLAM). Nos últimos 18 meses de atividades do CO2 Manguezal, já foram produzidas mais de 46.000 mudas de mangue e mais de 6.500 mudas de espécie da Mata Atlântica, consideradas aliadas para proteger o ecossistema manguezal de fenômenos como o assoreamento causado resíduos que se deslocam durante o período chuvoso, por exemplo, em ambientes de solo desprotegido.

No Rio de Janeiro – O projeto Guapiaçu Grande Vida é realizado no estado do Rio de Janeiro, pela Reserva Ecológica de Guapiaçu (REGUA) em parceria com a Prefeitura de Cachoeiras de Macacu. Esta região hidrográfica é responsável pelo abastecimento de água de quase 3 milhões de pessoas na porção Leste da Baía de Guanabara. Segundo dados históricos a sub-bacia Guapi-Macacu destaca-se por sua disponibilidade hídrica para outras regiões em quantidade e qualidade. O projeto atua com a restauração ecológica e a educação ambiental. São 160 hectares de Mata Atlântica restaurados na sub-bacia do rio Guapiaçu e na educação ambiental. Uma das novidades é o Programa Piloto de Monitoramento de Recursos Hídricos (PPMRH), envolvendo estudantes em coletas e análises de água de rios do município. Também no Rio de Janeiro, o projeto Uçá já reflorestou mais de 182 mil m² de manguezais. No biênio 2018-2020, o Uçá vem atuando na melhoria da qualidade ambiental em oito municípios da região da bacia contribuinte da Baía de Guanabara. Ações de manutenção e monitoramento de manguezais, educação ambiental e produção de conhecimento científico de forma sustentável estão na agenda do projeto que prioriza o trabalho com pescadores e catadores de caranguejo. O objetivo é contribuir para o conceito de “Lixo zero” e as práticas corretas de descarte de resíduos sólidos na Baía.

Projetos do bioma Amazônia

No Mato Grosso – O projeto Poço de Carbono Juruena faz o manejo da castanheira (Bertholletia excelsa) – que na cultura indígena representa a árvore da vida -, num trabalho de extrativismo que inclui jovens, mulheres e homens, indígenas e agricultores familiares organizados em associações e cooperativa gerando renda e valorizando a floresta em pé. Além disso, essa que é a árvore mais frondosa da floresta, também é cultivada em sistemas agroflorestais. Desde o último ciclo chuvoso, o projeto completou 215 mil mudas de espécies nativas consorciadas em sistemas agroflorestais, recuperando 91 hectares de áreas degradadas. Parte da produção dessas áreas garante a segurança alimentar e geração de renda das famílias que participam do projeto. Por ser um período de estação seca na Amazônia, o projeto executará, neste dia 17/07, um plantio de 1.500 mudas em áreas de agricultores que já possuem plantios irrigados.

Projetos do bioma Caatinga

No Ceará – Patrocinado desde 2011, o projeto No Clima da Caatinga, em sua terceira fase, já contabilizou cerca 152.000 toneladas de emissões evitadas e o sequestro de cerca de 12.000 toneladas de CO2. Foram protegidas ou recuperadas 16 nascentes, 118 hectares de Reservas Legais (RL) e Áreas de Preservação Permanente (APP) foram protegidas e recuperadas. Foi dado também o suporte para criação de cinco novas Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN) no município de Crateús (CE) e 107.600 mil mudas de plantas nativas também foram semeadas. Tudo isso, contando com o envolvimento de 3.450 famílias, a capacitação de 2.192 pessoas no uso de tecnologias sustentáveis, a capacitação de 482 educadores e envolvimento de 24.505 alunos nas ações de educação ambiental, além da visitação de mais de 65.379 pessoas a Exposição Itinerante “Caatinga Um Novo Olhar”, mostra itinerante utilizada no projeto.

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